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PROJETOS E PRODUTOS INOVADORES NA FANCY FOOD SHOW 2018

Nos dias 30 de junho, 1 e 2 de julho aconteceu em Nova York a Fancy Food Show, edição de verão da maior feira de alimentos especiais da América do Norte. A feira é um misto de tudo o que está acontecendo no setor alimentício americano: desde as grandes empresas tradicionais deste mercado até os pequenos novos entrantes, vindos de todas as partes do mundo.

Durante três dias, se encontram no Javit Center mais de 34 mil visitantes, com mais de 2400 expositores, em busca dos novos – e antigos – alimentos que podem estourar nas gôndolas nos meses seguintes.

Nesta série de posts, vamos buscar agrupar os alimentos mais interessantes que apareceram na feira – neste post, farei uma leitura de projetos e produtos que estavam explorando algum dos muitos aspectos da inovação de alimentos na Fancy Food Show 2018. Dentro deste universo, alguns projetos propõem soluções mais disruptivas e outros mais incrementais, porém todos exploram cenários possíveis para o futuro do consumo de alimentos.

 

PROJETOS E PRODUTOS INOVADORES NA FANCY FOOD SHOW 2018

 

Uma feira especializada em comida de nicho não seria completa sem receber as apostas de startups e empresas mais estabelecidas sobre o que será o futuro da alimentação. Este novo convive graciosamente ao lado do tradicional e artesanal – andar pelos corredores da Fancy Food Show é encontrar a um lado a postura rock’n’roll da No Evil (que a gente já conheceu no post sobre Alimentos Veganos) e a imagem carinhosa da Mozzarela Company em carne e osso, uma empresa fazendo queijos desde 1982.
 


 
Pausa para uma reflexão: a Fancy Food é, como feira, o próprio embate simbólico que arranca cabelos de Marketing e P&D de alimentos mundo afora. O que quer o consumidor de alimentos? Alimentos tradicionais? Alimentos inovadores? Como pode ser que este consumidor clame tanto por mudanças e ao mesmo tempo queira comer a mesma comida que seus avós comiam?

Aliás, será que há UM consumidor? Quem é ele?

Na Fancy Food, fica muito claro que tem espaço para todo mundo. Pirulitos, queijos, azeitonas e salames convivem pacificamente ao lado dos cafés cold-brew e águas de coco carbonatadas – bem, talvez não tão pacificamente, afinal ao menos ali, no burburinho da feira, o novo sempre chama mais a atenção.

É claro que estamos falando de uma feira centrada no que é o mercado americano, sendo que muitos dos produtos aqui citados nem poderiam ser vendidos no Brasil (ao menos, não com os claims atuais). O liberalismo econômico americano também abre espaço para alegações de saúde bastante questionáveis – inclusive questionadas pelo próprio público americano – a respeito de saúde. Promessas de reduzir inflamações, aumentar o metabolismo ou prevenir a queda de energia em determinado momento do dia são comuns. Coisas que por aqui, quem faz, acaba conhecendo os meandros das notificações da Anvisa.

(Ah, para se defender delas, vale o curso de Infrações e Defesas Sanitárias da Tacta. 😉)

Eu bati um papo com o fundador e CEO do Alpha Food Labs, Mike Lee, sobre a instalação-provocação “Future Market”, que tomava conta da entrada da feira. O Future Market é um supermercado conceito, expondo as previsões do Alpha Labs para o mercado de alimentos em 25 anos, incluindo um moinho portátil de farinha, ingredientes para impressoras de alimentos 3D e espaguete de alga marinha.
 


 
Veja também as entrevistas com representantes da Aerofarms (fazendas verticais aeropônicas), Rise (café pronto para beber cold brewed), H-Factor (água infundida com hidrogênio), Peekaboo (a sensação da feira – sorvete com uma quantidade significativa de vegetais) e Freshé (pratos prontos enlatados à base de atum).

Ah, e desta vez tem uma introdução minha, falando sobre a minha percepção geral sobre a feira!

 

 

Além destes, selecionei os projetos e produtos inovadores que mais me chamaram a atenção na Fancy Food Show 2018.

LOVE THE WILD: pratos prontos congelados, étnicos, à base de pescado de cultivo. A proposta da empresa é reduzir a pesca desenfreada de espécies ameaçadas, como atum e linguado, ao mesmo tempo que estimula o consumo de pescado, reduzindo o “medo” relacionado ao seu preparo.
 


 
BOHANA: Snacks salgados de sementes nenúfares estourados (como pipoca!) – da mesma família da nossa brasileiríssima vitória-régia 😉
 

 
PEEKABOO: Sorvetes indulgentes que usam legumes na composição, como uma forma de garantir o seu consumo por crianças ou aqueles com palato mais limitado. Opções com beterraba, cenoura, abobrinha e couve-flor. É claro que, escondendo o legume em algo doce, o estímulo ao seu consumo se perde, porém é uma estratégia (veja mais no vídeo).
 

 
RISE: Café pronto para beber em barril ou lata, fabricado a frio (cold brew, super em alta no momento). Todos os produtos têm infusão de nitrogênio, que aumenta a cremosidade da benida. Na Fancy Food Show, a empresa lançou os sabores de laranja sanguínea e limonada, uma aposta na combinação do café com sabores cítricos (veja mais no vídeo).
 

 
GRADY’S COLD BREW: também no mercado de café cold brew, a Grady’s fabrica concentrados saborizados, como mocha de avelã ou baunilha francesa.
 

 
H-FACTOR: água infusionada (se é que a palavra existe) com hidrogênio molecular, em embalagem patenteada para evitar a perda do H2. Segundo a empresa, o maior teor de H2 no produto traz uma série de benefícios para a saúde (veja mais no vídeo).
 

 
MOCKTAILS: preparados para uma geração Z que não toma mais tanto álcool quando seus pais, e que deseja bebidas menos doces, os mocktails são uma resposta não-alcóolica, porém ainda “baladeira” aos coquetéis.
 

 
KALENA: uma das bebidas mais incríveis e complexas da feira – água de coco saborizada carbonatada. Notadamente projetada para um público adulto, com embalagem superclean e elegante.
 

 
WHISPS: opção de fonte proteica na linha clean label, snacks de parmesão com diferentes sabores.
 

 
FRESHÉ: aposta da Ecofish lançada na própria feira, de uma linha de pratos prontos à base atum enlatado, retratando a culinária tailandesa, mexicana, italiana e francesa (veja mais no vídeo).
 

 
CHICKAPEA PASTA: macarrão seco com apenas 2 ingredientes – grão de bico e lentilhas.
 

 
KIM’S MAGIC POP: snacks – sabores pimenta, wasabi, mel amanteigado ou queijo – feitos com alga marinha e arroz.
 

 
MIKE’S MIGHTY GOOD: macarrão instantâneo tipo lamén, artesanal. A proposta da empresa é elevar o nível de qualidade sensorial dos produtos desta categoria, usando a proposta mais comum na Ásia (sachets separados com o sabor e a gordura) e apostando em sabores de pratos típicos coreanos e japoneses.
 

 
BROOKLYN BREW SHOP: prova de que toda mudança de hábito de consumo gera uma oportunidade para olhos mais atentos, a empresa fabrica kits para quem quer produzir seus alimentos em casa. Kits de produção de cerveja, vinho, espumante, chucrute, queijo, cidra, vegetais fermentados, bagels, cream cheese, pão, entre outros, estão disponíveis.
 

Quem disse que voltar a produzir alimentos em casa precisa ser como a minha avó fazia? Quem disse que não se encaixa num estilo de vida moderno?

BIENA: snacks à base de grão de bico tostado, em diversos sabores.
 


 
BROOKLYN CRAFTED: desafiando a noção de que a turbidez a algo a se evitar ao máximo, principalmente na categoria de bebidas carbonatadas, a empresa faz refrigerante de gengibre (a nossa deliciosa gengibirra) não filtrado, em 6 sabores – clássico, sem açúcar, sem açúcar extra picante, extra picante, lima limão e manga.
 

 
 

Vale ressaltar que temos conceitos extremamente inovadores já mostrados nos artigos sobre os alimentos upcycled (Salmon Cracklet da Williwaw), alimentos veganos (“atum” de tomate da Ocean Hugger e fermentado de coco da Harmless Harvest) e Vila dos Incubadores (Eggurt, que fez sucesso no Instagram!).

Passe lá também para conhecê-los.

Este é o terceiro post da cobertura da Fancy Food Show. Já falamos sobre:

Produtos alimentícios upcycled (já sabe o que é isso?)

Alimentos veganos em diferentes categorias

Startups e Incubadoras de Alimentos na Incubator Village
 


 
Agora está na hora de compartilhar este material na sua empresa! Como disse Amy Webb, no excelente livro sobre futurismo “The signals are talking”,

“A tarefa de seguir as mudanças em tecnologia não deveriam estar na supervisão apenas do time de P&D de uma empresa. Todo mundo dentro de uma organização deve estar ciente das tendências.”
 


 
Este post contou com o patrocínio da Tradal Brazil! Quer conhecer um pouco mais esta inovadora empresa de ingredientes?

A TRADAL BRAZIL desde 1992 atua no mercado de Ingredientes Alimentos, industrializando, importando, exportando, distribuindo e prestando serviços.

Atualmente, é líder na comercialização de categorias específicas de produtos, com destaque para expertise na criação de soluções com Ervas, Especiarias, Vegetais Desidratados, Frutas Secas, Sementes Oleaginosas, Proteínas Vegetais e Ingredientes Naturais em geral.

Além disso, é uma empresa que se destaca pela forte cultura inovadora com marcante atuação na área de Desenvolvimento de Produtos e Fabricação para Terceiros (Co-Packing), especialmente aqueles ligados ao segmento de Saúde & Bem Estar.

Para mais informações acesse o link: www.tradalbrazil.com.br

Sobre Cristina Leonhardt

Mãe, viajante, escritora e apaixonada por inovação. Fundadora do site Sra Inovadeira e co-fundadora da Tacta Food School, onde atua como Diretora de Inovação para projetos de Gestão Estratégica de P&D e Desenvolvimento de Produtos. Mentora da Terra Accelerator. Eu quero que você alcance todo o potencial de inovação que existe dentro da sua empresa de alimentos. Se conseguirmos criar um produto diferenciado, não teremos mais consumidores. Teremos uma legião de fãs. Quer me conhecer melhor: pode me adicionar no Linkedin
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