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O QUE É INOVAÇÃO DE ALIMENTOS?

Após quase dois anos falando sobre inovação de alimentos neste site e em eventos do “mundo real”, já era tempo de fazermos uma pequena definição por aqui, não é? Aproveitando que vamos falar sobre o tema no Horizonte18 Food, escrevi o artigo abaixo para  elucidar algumas das perguntas que sempre me fazem sobre Inovação de alimentos.

 

Se você acompanha as revistas especializadas da área de alimentos e bebidas, ou até alguns jornais de negócio, deve já ter encontrado manchetes como “Empresa X lança sabor inovador de suco” ou “Empresa Y inova ao trazer para o mercado brasileiro o primeiro iogurte Z”. O termo inovação parece comportar qualquer tipo de lançamento – desde as variações mais simples de sabor e cor, até alimentos que rompem barreiras de mercado.

Será que seu uso está correto?

Inovação é de fato um termo bastante amplo: existem mais de 40 definições disponíveis na literatura. Nos últimos anos, conforme os mercados de consumo vão amadurecendo, o termo também ganhou destaque: “inovar ou morrer” é um dos motes mais propagados por qualquer ator do cenário do empreendedorismo e dos negócios. Alegam alguns que o consumidor, bombardeado com uma profusão gigantesca de opções de produtos, se mobilizaria apenas quando topasse pela frente com algo inovador.

Vamos começar entendendo a questão do que é inovação de alimentos fazendo algumas definições.

Uma das definições mais aceitas para INOVAÇÃO vem do século passado: em 1934, o economista Joseph Alois Schumpeter definiu inovação como “um processo de novas combinações”. (Ele tinha apenas 29 anos quando publicou a – ainda atual – Teoria do Desenvolvimento Econômico.)

Olhando por esta ótica, os novos sabores, formatos e cores de alimentos se configuram sim como inovação. Contudo, resta um sentimento de dúvida: afinal, alguns produtos parecem mais inovadores do que outros.

Como separar estas duas classes?

Ao longo dos anos, cunhou-se termos adicionais à inovação para tentar resolver este sentimento. Apareceu a Inovação Incremental e a Inovação Disruptiva (ou Radical).

 

A inovação incremental engloba os processos que têm baixa incerteza de mercado e baixa incerteza tecnológica – ou seja: os produtos e serviços que são novos, porém ofertados em mercados já conhecidos pela empresa e produzidos com tecnologia dominada por ela. Exemplos clássicos de inovação incremental são alimentos e bebidas que ganham novos sabores, embalagens, cores, formatos, displays, etc.

Na outra ponta da régua, encontra-se a inovação disruptiva ou radical. Neste caso, a empresa se lança a um esforço de inovação em um mercado incerto e com uma tecnologia desconhecida para ela (ou para o mundo, conforme for o grau de pesquisa interno). Muitas vezes, a incerteza de mercado e de tecnologia são difíceis de serem distinguidas – como, por exemplo, a incerteza relacionada à impressão 3D de alimentos ou à carne de laboratório (qual é a maior barreira a seu ver? Mercado? Tecnologia? Ou ambos?).

Será que um tipo de inovação é melhor do que o outro? Isso depende muito da estratégia da empresa.

Em alguns mercados (e o alimentício é um deles) há certa aversão ao radicalmente novo. Inovações incrementais nestes mercados fazem todo o sentido – através dela, vamos mudando o portfólio da empresa aos poucos, acompanhando a própria evolução do mercado consumidor.

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Há, contudo, uma ressalva a ser feita: o incrementalismo pode virar um vício duro de ser extinguido, e com o passar do tempo, levar à quase estagnação. Ao aceitar apenas o menor risco associado à inovação incremental, a empresa pode estar se colocando em uma posição vulnerável em relação a outras companhias mais dinâmicas em inovação.

O próprio Schumpeter nos dá a dica, ao dizer que “a nova combinação pode, em tempo, nascer da antiga por ajustes contínuos em pequenos passos. Há certamente mudança, possivelmente crescimento, mas nenhum dos dois é um novo fenômeno ou desenvolvimento no nosso entendimento”.

Schumpeter parece responder ao sentimento ao que me refiro no início do texto: mudar pouco não é mudança suficiente para ser chamada de desenvolvimento. Se olharmos ao redor, muitos esforços considerados como “inovação incremental” mais se assemelham a novidades – e não a inovações. A diferença entre os dois, inovação e novidade, estando na capacidade daquele esforço em gerar desenvolvimento econômico para a empresa.

Em alimentos, isso parece bastante fácil de ser visto. Enquanto algumas empresas despontam com produtos e serviços que encantam seus usuários, outras focam no jogo (perigoso) da cópia. Num mercado consumidor bombardeado de opções, esta última não parece ser uma posição de vantagem competitiva.

Por fim: haverá ainda possibilidade de inovação disruptiva na cadeia de alimentos?

O ser humano produz comida pelo menos desde o controle do fogo – que aconteceu há 500 mil anos. Nestes 500 mil anos, ele dominou o cozimento, a fermentação, a secagem, a interação proteica, a emulsificação, a destilação e tantas outras tecnologias de alimentos que são usadas atualmente como se sempre tivessem existido.

Há que se ponderar que a curva de inovação tecnológica em alimentos teve seu grande pico há muito tempo atrás – e que devem existir poucos novos alimentos a serem descobertos.

Mesmo assim, eu acredito que há espaço para inovação disruptiva em alimentos: principalmente se olharmos a cadeia de uma forma sistêmica e incorporamos tecnologias que estão brotando em outras ciências, como a própria impressão 3D e a Internet das Coisas.

E que papel importante tem a inovação de alimentos no mundo: ela pode erradicar a fome e a má nutrição, que ainda atingem 795 milhões de pessoas. Pensando nisso, as Nações Unidas criaram, em 2016, a Aceleradora de Inovação do Programa Mundial de Alimentos, que identifica, apoia e faz crescer soluções inovadoras contra a fome mundial.

Nós podemos nos ver, como produtores de alimentos, de forma bastante local, impactando positivamente a vida das pessoas ao nosso redor. Mas também temos a missão de levantar a cabeça, sentir o vento e perceber que a responsabilidade e as possibilidades de um produtor de alimentos são imensas.

A questão de ouro é saber dosar o nível de inovação frente ao risco adequado à empresa e ao mercado em que ela atua. Enquanto algumas empresas focam no incrementalismo, outras destinam seus recursos para liderar os novos mercados que elas mesmas criaram.

E você? Em que ponto da régua está?


Eu falei sobre a importância da Inovação e o que enxergo para a indústria de alimentos nesta entrevista que concedi ao pessoal da Planta.

 


O que 2018 reserva para o mercado de alimentos?

 

Esta é a pergunta que a Tacta Food School fez a 5 pensadores de diferentes áreas de alimentos, que gerou um evento para tratar de inovação, P&D, marketing, legislação e a comunicação com o consumidor. 😊

Venha discutir conosco os desafios e caminhos possíveis para o mercado de alimentos neste ano que se inicia.

 

 

Palestrantes Confirmados:

➡ Cristina Leonhardt – Dilemas entre P&D e Marketing

➡ Dafné Didier Gonçalves Mota – Tendências Regulatórias

➡ Cecilia D Alessandro – Inovação em Tempos Épicos

➡ Francine Lima – Comunicação Confiável com o Consumidor

➡ Georgia Alvares Castro Fernandes – Como se preparar para este cenário desafiador?

Para mais informações e inscrições, acesse nosso site.

Sobre Cristina Leonhardt

Mãe, viajante, escritora e apaixonada por inovação. Fundadora do site Sra Inovadeira e co-fundadora da Tacta Food School, onde atua como Diretora de Inovação para projetos de Gestão Estratégica de P&D e Desenvolvimento de Produtos. Mentora da Terra Accelerator. Eu quero que você alcance todo o potencial de inovação que existe dentro da sua empresa de alimentos. Se conseguirmos criar um produto diferenciado, não teremos mais consumidores. Teremos uma legião de fãs. Quer me conhecer melhor: pode me adicionar no Linkedin
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