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PARA QUE SERVEM OS TESTES INDUSTRIAIS?

Este é o terceiro post da série que trata das diferenças, impactos e limitações dos testes de bancada, planta-piloto e industrial para a jornada de criação de um novo alimentos. Hoje falaremos sobre os testes industriais. Para ter um mapa completo sobre o assunto, você deve começar neste post.

TESTES INDUSTRIAIS

 

O que são?

Testes industriais são testes realizados… na indústria?

Sim, mas nem todo teste realizado na indústria pode ser considerado “industrial”. Explico:

Um teste industrial deve reproduzir, com a maior precisão possível, as condições reais pela qual o produto irá passar. Num teste industrial, a lógica é buscar o que o volume causa ao seu lindo projeto em fase final – e isso quer dizer equipamentos, processos, povo, ingredientes e tamanhos reais.

Não vale fazer teste industrial com 20% da capacidade ocupada. Porque aí, caro visionário, digníssima visionária, você está se enganando. Economizando no teste, para lá na frente ter uma bela dor de cabeça quando as não-conformidades volumosas, que só acontecem no volume, acontecerem.

Então um teste industrial tem que ser na realidade – talvez a sua linha não opere sempre cheia, ok. Faça o teste com 50%-70% da ocupação – mas faça um teste grande.

 

Quantos testes industriais tem que fazer?

Pergunta de ouro, e a primeira resposta é capciosa: tantos quantos forem necessários para acertar a mão.

Tem que ser um novo produto muito incremental para você conseguir fazer um teste industrial apenas e já de cara acertar. Caso você (e a empresa) esteja saindo da zona de conforto e se arriscando em desenvolvimentos mais radicais (#adeusaabençoa), é bastante provável que, no volume industrial você tenha algumas surpresas.

Faz parte. Se você mapeou bem os seus testes de bancada e piloto, e estressou as condições limites, de contorno, as surpresas serão menores. Caso você tenha usado a mentalidade “quanto menos testes, melhor, e todos os testes que eu faço são na direção do alvo”, bom… talvez você vai sentir na pele o que é não saber quais são os limites do seu produto (mas sobre mapeamento de testes incrementais e disruptivos, falarei num próximo post).

Outra regra geral: deu certo UMA vez, é improvável que dê certo TODAS as vezes. Alimentos são dados a variabilidade – portanto seu primeiro teste industrial que deu certo pode apenas ter sido sorte.

Sorte.

Sorte, ela existe (ainda mais para quem acende velas para a Deusa).

Um visionário experiente e uma visionária esperta sabem que o fator sorte (ou, cientificamente falando, aleatoriedade) deve ser considerado. Como regrinha, quanto mais complexo é o seu produto, mais testes industriais dentro do esperado teriam que acontecer para pode dizer “projeto terminado”.

Quer um número? Não vai dormir se não eu não falar um número?

Faça 3 testes industriais. Os 3 testes industriais dando certo, vá em frente.
 
 
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Para que servem os testes industriais?

  • Definição Detalhada de Processo

Fala a verdade, você não estava esperando essa, não é?

Definição de processo, mesmo, cada detalhe, cada etapa, reprocesso, espera e pulmão que temos na linha (ou seja, aquele fluxograma DETALHADO, que não é o que você mostra nas apresentações corporativas), você somente poderá fazer num teste industrial

Eu sei que você, a estas alturas, já tem quase todo o fluxograma planejado. Já testou bastante na planta-piloto e tem tudo bem documentado (não me envergonhem, visionários!).

Pois bem, digo o seguinte a usted: você tem o fluxograma IDEAL planejado, tenho 99,6% de certeza (testes realizados pelo Instituto de Visionários de Alimentos 😉 ).

Duvideodó que você colocou a etapa de separação dos ingredientes no almoxarifado. Ou que você previu que haveria tanto descarte. Ou que você tenha se dado conta de que o tempo de aquecimento planejado era diretamente influenciado pela pressão de vapor, que varia ao longo do dia.

Vá, faça seus testes industriais, de preferência de braços dados com a Gerência Industrial, e refine esse seu fluxograma até que ele se torne REAL.

Teste industrial serve para isso mesmo.

 

  • Avaliação Completa das Funcionalidades

Sinto dizer, mas você somente saberá se escolheu os ingredientes corretos no teste industrial. É agora que você poderá ver a cor exata do produto, a textura real, a viscosidade verdadeira, a formação de espuma.

Todo o resto, por mais próximo da realidade que estivesse, é apenas uma aproximação deste teste de fogo. Talvez você descubra que tem que voltar para a bancada, talvez não.

Mas as funcionalidades esperadas de ingredientes e aditivos, querido visionário, estimada visionária, você somente vai mensurar no teste industrial.

(É por isso que aqueles protótipos que você pega em feira, ou que seus lindos fornecedores lhe entregam nos Innovation Days da vida, servem apenas para você ter um cheiro de como será o produto final.

Para saber, de verdade, como ele será, tem que testar.

Na planta industrial.)

 

  • Testes de Shelf-Life

Agora, essa você já estava esperando essa, não é? 😛

Tá liberado agora o teste de shelf-life, turma!!!

Amostrem corretamente e coloquem para passar o tempo nas condições esperadas de vida de prateleira (ou façam shelf-life acelerado – coisa que eu não sou muito favorável nas condições em que vejo ser feito no Brasil).

Lembre-se de que, se o seu produto tem estoques intermediários, fato que você percebeu quando fez o fluxograma real e detalhado acima, estes produtos intermediários também devem ter o seu shelf-life determinado.

Boralá amostrar um pouco mais.

 

  • Parâmetros e Medidas Precisas de Processo

As entregas (ou saídas) completas de um projeto de P&D você pode encontrar neste post. Entre elas, estão alguns documentos bastante importantes e comumente encontrados nas empresas de alimentos:

  • Especificação Interna de Produto Acabado
  • Ficha de Processo
  • Especificação Externa de Produto Acabado

Lá no post eu explico bem detalhadamente o que cada um destes documentos contém (#váler), então não vou ser redundante aqui. Contudo, vale a pena ressaltar que estes documentos contêm os parâmetros de liberação e as faixas de referência para as etapas significativas do processo E para o produto acabado.

Tantos os parâmetros de liberação (o que será medido), quando as faixas de referência (quais valores que estes parâmetros podem assumir dentro de um processo padrão) devem ser colhidos no teste industrial.

Só para deixar bem claro: nada de colocar faixa de umidade, pH, proteína, rendimento, cor, nas especificações do produto com base dos resultados de planta-piloto. Por mais bonitinhos que eles sejam.

(Quem faz isso, depois escuta a Gerente de Produção dizendo – “o povo de P&D planeja coisas que a gente não consegue executar na fábrica”. E ainda quer sair por cima, dizendo que a Produção não segue os padrões.

Tá errado, colega.

Você tá errado.)

 

  • Treinamento de Operadores, Lideranças e Qualidade

Coisa linda que é este momento de interface, não é? Você avisa a mesma Gerente que fará teste na madrugada da terça, e quando chega na fábrica, o que encontra?

Moscas.

(que não deveriam estar ali, não é? Bora dar uma olhada no seu controle de pragas, colega)

Erro total da colega da Produção agora.

Teste industrial também é para passar conhecimento para as áreas que assumirão o produto logo adiante – afinal, não é o P&D que produzirá ou garantirá a especificação do produto em breve.

Uma etapa mais formal de transmissão deste conhecimento pode ser desejada (vulgo, treinamento em sala de aula). Porém, quem viu o nosso webinar sobre Aprendizagem Organizacional sabe que esta é apenas a ponta do iceberg quando falamos de transmissão de conhecimento. (Você pode ler mais a respeito nesta série da Tacta.)

Durante o teste industrial, você usará de outras formas de transmissão, muito mais eficientes, como:

  • Observação (a pessoa lhe vê fazendo)
  • Imitação (a pessoa faz o que você faz)
  • Prática (a pessoa faz como aprendeu, enquanto você observa)

Não é à toa que todos os cursos que a Tacta ministra têm um conteúdo altamente mão na massa e são conduzidos por professores com experiência prática no assunto: é na socialização e na internalização que mais aprendemos. #ficadica para quem não entende porque não para de apagar incêndioso povo não aprende a produzir um produto novo vendo slides numa sala escura.

Talvez seus treinamentos foquem demais na externalização e combinação. (Você vai entender melhor esse papo quando vir o webinar) (então aproveita que está de férias e vá ver)

Use o teste industrial para treinar o povo: lideranças e operadores da Produção e Qualidade, principalmente.

 

  • Testes de Mercado

Chegou a hora de rodar um piloto em um dos mercados da empresa? Vai levar o produto para uma avaliação mais formal e ampla com o consumidor? Precisa de dados para validar alguns aspectos do negócio?

Use o produto obtido no teste industrial.

Por quê?

  • Ele é mais próximo da realidade (ou é 100% real), então o resultado do teste de mercado é mais confiável
  • Ele é seguro (assumindo que a sua fábrica tem um Sistema de Gestão da Segurança de Alimentos)

Antes mesmo de produzir de verdade, você já pode começar a testar praças, distribuidores, clientes-chave com os produtos (bons) saídos dos testes industriais.

 

  • Verificação do Projeto para Aprovação

Se você fez tudo certo, em algum ponto deste caminho dourado haverá o momento em que se dirá:

Habemus productum

(temos um produto, para quem aí não manja de latim 😛 )

Tendo um produto, TEORICAMENTE o seu trabalho está terminado, e você pode encaminhar o projeto para aprovação.

É no teste industrial que você fará aquela verificação linda cara-crachá entre o que foi possível realizar e o que havia sido solicitado no briefing.

Você não aprova projeto com produto de bancada.

Você não aprova projeto com produto de planta-piloto.

Você aprova projeto com produto industrial.

OK?

Fácil.
 

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FOTO: FORTEPAN / Erdei Katalin


 

Para que não servem os testes industriais?

  • Definição de formulação

Caro visionário, estimada visionária, se você está definindo formulação no teste industrial, das duas uma (ou ambas).

  • Você não tem uma planta-piloto
  • Você é o ninja para escapar do pessoal do Financeiro.

Não faça isso. Defina sua formulação na bancada, refine na planta-piloto e só faça pequenos ajustes no teste industrial.

O meio-ambiente, sua chefe e seu pescoço agradecem.

 

  • Comparações entre ingredientes

Testes comparativos podem ser facilmente feitos em uma planta-piloto, e algumas vezes até numa bancada. Comparar, sem se preocupar com os valores absolutos, quantas vezes mais viscoso é o produto quando usa goma xantana em comparação com a goma LBG, você não faz no teste industrial.

Depois que definiu o que vale a pena levar adiante, usa a planta industrial apenas para o teste final.
 


 
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Tittenberger at English Wikipedia


 

BÔNUS

 
 

ACOMPANHAMENTOS DE PRODUÇÃO

 

O que são?

Acompanhamentos de Produção são as primeiras produções, momentos em que o P&D fica na linha, não mais responsável pelo produto, apenas observando como a Produção e a Qualidade tocam o projeto.

O P&D fica DISPONÍVEL para tirar dúvidas, resolver situações não esperadas e re-treinar o pessoal – mas ele deve ser principalmente o OBSERVADOR passivo. É importante manter esta posição de observador, porque ela nos permite fazer a validação dos treinamentos realizados durante o teste industrial.

 

Quantos acompanhamentos de produção têm que fazer?

Novamente, depende. Sendo o seu novo produto apenas uma extensão de sabor de produtos e processos já existentes, talvez apenas um acompanhamento seja realmente suficiente.

Contudo, conforme subimos a régua da inovação, e os produtos se tornam cada vez mais diferenciados, talvez seja necessário mais do que um único acompanhamento. Nos nossos cursos, já tivemos relato de 10 acompanhamentos, no mínimo, em uma empresa de nutrição clínica.

Portanto, avalie seu projeto, sua empresa e qualidade dos treinamentos que você dá. Só você poderá definir este número.

 

Para que servem os acompanhamentos de produção?

 

  • Validação do Projeto

Testou o produto, deu certo, pendura as chuteiras e vai tomar banho?

Não colega – use a sua superdesenvolvida autocrítica e avalie, no acompanhamento de produção, se os passos tomados durante os testes (desde a bancada) foram adequados para o resultado.

Esta é a hora de maior valor para um Gestor de P&D: avaliar se o caminho foi bem percorrido, e se ele levou ao lugar desejado. Use os dados suculentos obtidos nesta validação para aprimorar o seu processo de desenvolvimento de produtos.

Perguntas que você pode se fazer durante o acompanhamento de produção:

 

  • Correção de desvios iniciais

As matérias-primas variarão, a pressão da linha também, as pessoas não farão tudo certo nas primeiras vezes: melhor aceitar a realidade e já ficar disponível para corrigir desvios.

Melhor do que ficar escondido no laboratório de P&D, reclamando que o povo não para de ligar.

Vá lá e torne-se disponível.

 

  • Estabelecimento das faixas de liberação

E porque tudo variará, você já sabe: as lindas faixas que você estabeleceu nos testes industriais provavelmente não se manterão intactas ad eternum (gastando o latim hoje).

Ou seja, aproveita que você está na Produção, e verifique os resultados dos diversos parâmetros para produtos intermediários e finais que você estabeleceu – se alguém tiver que alterar as especificações, que seja o P&D 😉

 

  • Acompanhamento das análises

Aproveita também que vosmecê está dando sopa pela Produção e dá um pulinho lá no Laboratório da Qualidade para acompanhar as análises: vai que você descobre que o método que está sendo usado não era o previsto?

Ou que a análise de fosfatos está espumando, e dificultando a leitura na titulação? #aconteceucomigo

Passe lá: é na prática (e no volume, no dia-a-dia) que vamos ter certeza de que o plano de análises é executável.

 


 

O que dizem os visionários?

Eu lancei o desafio para os visionários no Instagram, Facebook e Linkedin, e tive bastante retorno! Vamos ver o que os visionários me disseram a respeito dos testes industriais:

No Facebook, a Aline, que veio de refrigerantes, já ficou um tempão para conseguir rodar um teste industrial! “o teste industrial realmente servia para juntar o quebra cabeça entre produto, embalagem, e as adequações de linha para o novo produto, claro que isso não impedia e nem era previsto as quebras de linhas na hora do teste industrial, que nos resultavam horas de espera (meu recorde foi 36 horas direto na linha para rodar o teste). Parecia que a linha tremia e os parafusos caiam toda vez que P&D chegava na fábrica!!!” Quem aí já bateu o recorde?

Via Linkedin, o Fabrício Porto nos trouxe um benchmark de outro mercado – ele atua com desenvolvimento na área de fertilizante, em empresa que lhe traz bastante “flexibilidade nos testes industriais.” E segue ponderando que “o grande problema é que transferindo laboratório-fábrica, o prejuízo é considerável em caso de falha no teste. Neste momento, estou desenvolvendo um projeto de planta piloto para construirmos na unidade industrial, e aí sim poderei coletar todos os dados necessários para levar as informações relevantes no momento da produção.

Uma contra mão da flexibilidade é que, no melhoramento da formulação de algum produto, quando este apresentou algum problema de qualidade, não há tempo nem para os testes de estabilidade acelerada. O comercial solicita correção, e o P&D tem que posicionar uma solução que já será implantada no próximo lote de fabricação do produto em questão.

Nosso visionário-aluno Douglas Melo contribui dizendo que “Geralmente as empresas sempre estão full na equação: capacidade vs demanda e nunca possuem recursos para testes.
Mesmo sabendo que o futuro da empresa se inicia nos testes, o time de produção tem objetivos mais imediatos que se contrapõem com o teste.
Somado a isso temos que considerar o acompanhamento, pois na maioria das vezes temos os testes organizados, controlados e monitorados exclusivamente por R&D e produção não acompanha. No momento da transição os “porquês” e “se” multiplicam-se como geração espontânea tentando colocar em check todo o trabalho já feito.
Aí entramos em outro aspecto, a credibilidade do processo de desenvolvimento, métodos de validação e equipe responsável.

Ao que a Dândara Franco sugere: “Esse é um ponto muito crítico do processo de desenvolvimento, muitas vezes quando a produção não tinha tempo para testes eu me sentia culpada e com medo de parar tudo para fazer, essa pressão nos faz pensar que todos os testes são obrigados a dar certo e isso só piora as coisas!
Tive os melhores resultados quando todos os objetivos dos testes eram claros para todos, de operadores à gerentes de produção, e quando esta equipe multidisciplinar participava efetivamente dos testes.

E ela foi além! Sente só o papo reto:

Já participei de projetos que chamo de ‘desesperados’ onde o primeiro lote já estava vendido antes mesmo da finalização dos testes industriais, embalagens compradas antes mesmo de fechar a formulação, coisas de loucos!
Acredito que um ponto muito importante para sempre ser reforçado com o pessoal de P&D é que precisamos ser firmes e nos posicionarmos sem medo, sem ceder a todas as pressões… precisamos fazer a empresa entender a importância de todas as etapas do processo de desenvolvimento. Afinal, não somos nós os profissionais da área, os especialistas que foram contratados para tal? Em certas empresas isso é uma tarefa muito difícil, mas é uma questão de pequenos esforços diários para conquistarmos respeito e podermos demostrar isso com resultados!
Os impactos de jornadas inadequadas podem ser facilmente demonstrados aos responsáveis através dos resultados do produto, mesmo quando o produto é um sucesso, procurando bem, encontram-se falhas graves que poderiam ter sido evitadas.

A Fernanda Arantes Beraldo também concordou com o Douglas e foi além: ela acredita “que o interesse em comum de diversas áreas pela inovação é a chave para um desenvolvimento assertivo.
Faz todo o sentido colocar em jogo a credibilidade do processo de desenvolvimento. A maioria das discórdias entre Fabricação e P&D diz respeito ao novo produto “rodar direito”. O processo de inovação que não conta com pelo menos um ensaio industrial não permite que tenhamos nem ao menos um “cheiro” se rodará bem ou não. E o processo de desenvolvimento muitas vezes nos cobra entregas as quais teremos após várias produções. Por exemplo, em algum momento é preciso calcular o preço do novo produto. Como somar a matéria prima e mão de obra os novos gastos com energia e limpeza se não sabemos ao certo como o novo se comportará em linha industrial?
Aí Cristina entra aquele seu artigo que diz que nunca teremos todas as respostas

Lá no Instagram, a Gislaine Santana fala um pouco mais do dilema que foi também pontuado pela Dândara: “o teste industrial nem sempre é aceito como tal, o que pode dar resultado positivo OU negativo… Mas o ideal seria que ele viesse sempre precedido dos outros dois, e servisse para fechar o assunto do desenvolvimento ou reabrir algum ponto não diagnosticado antes… Infelizmente é que o P&D às vezes passa por atalhos que vão direto para esse último, que se duvidar já tem até destino de venda :shock:”
 


 
testes industriais, P&D, sra inovadeira, inovação, alimento, pesquisa, desenvolvimento, bancada, teste, planta-piloto, fábrica, indústriaE com isso chegamos ao fim da nossa maratona que falou sobre as diferenças e objetivos dos testes de bancada, planta-piloto e industrial. Nós vimos que cada teste tem o seu valor, e pular etapas nem sempre é uma boa (principalmente quando estamos falando de produtos mais disruptivos).

Um bom Gestor deve ser capaz de balancear a velocidade desejada para os testes com a necessidade de coleta de informações típicas das atividades de P&D. Ele também deve ser capaz de avaliar e validar o próprio processo de P&D com os resultados obtidos nos acompanhamentos industriais, fazendo girar a linda roda da melhoria contínua.

Foram 3 posts desta série compartilhando experiências em P&D e no planejamento de testes, e agora eu gostaria de saber dos visionários de alimentos:

Quantos de vocês possuem uma planta-piloto à disposição para realização de testes de novos produtos? Quem não possui, como contorna essa dificuldade?


 


 
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É com prazer que informo aos visionários que a Formação em Gestão de P&D está de volta, com edições acontecendo em Campinas, São Paulo e Curitiba!

As inscrições estão abertas para o curso mais inovador em Pesquisa e Desenvolvimento do Brasil 😉 vem fazer parte desta jornada de inovação, empatia, desafio e liderança com a Tacta Food School!

Sobre Cristina Leonhardt

Eu quero que você alcance todo o potencial de inovação que existe dentro da sua empresa de alimentos. Se conseguirmos criar um produto diferenciado, não teremos mais consumidores. Teremos uma legião de fãs. Quer me conhecer melhor - pode me adicionar no Linkedin: www.linkedin.com/in/cristina-leonhardt/
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