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ELAS INOVAM – SÉRIE ELAS

Postado em 23/03/2021 por Raquel Logato
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Inovar é um misto de arte e poder. É arte porque exige criatividade, pensamento avançado e um novo olhar e soluções para velhos problemas. É poder porque quem inova sai na frente, vira referência, é respeitada, admirada e até temida no sentido positivo da palavra temer.

É ter um lado racional e afetivo que trabalham em sinergia com a função de renovar, transformar e revolucionar. É pegar elementos do cotidiano (no nosso caso alimentos e pessoas) e transformar em obras de arte com traços e estilo artístico próprios. É trabalhar em cima de obras prontas, mas colocar uma gota de originalidade e funcionalidade em tudo.

Quem inova abre caminhos, mostra um mundo de possibilidades e é uma base sobre a qual outras pessoas podem se inspirar e construir suas histórias.  Em nosso 2° episódio da Série Elas falaremos sobre 3 mulheres que inovam. Eu vou contar a história de uma, a Bianca Laufer. As histórias de Ítala Lacerda e Eloisa Espinosa deixarei por conta delas mesmas contarem.

Bianca Laufer, Fundadora da Green People

Se você não conhece a Green People, pode ter certeza de que um dia vai conhecer. Meu primeiro contato com a empresa da Bianca foi em 2015 quando uma amiga me perguntou se eu já conhecia o “suco do E.T.” e me levou no shopping Rio Sul durante o intervalo de uma aula para mostrar o “quiosque do E.T.”. Na hora eu realmente vi a cabeça de um extraterrestre, mas depois eu vi uma árvore. Fui notando que a cada vez que me deparava com essa logo eu via o E.T ou a árvore, dependia muito do meu estado de espírito e entendimento acerca da alimentação e da marca.

Eu não imaginava que havia uma mulher por trás da história da Green People, mas já imaginava que a pessoa que pensou na empresa era carioca e morava em determinada região da cidade.

Havia muita bossa, estilo, saudabilidade e jeito carioca impresso no produto, me dava a sensação de que a criadora não queria apenas fazer uma bebida comercializável, mas deixar em cada gole a sua impressão digital. E não é que eu estava certa? Durante nossa conversa isso ficou tão claro quanto a luz do dia e a própria Bianca confirmou minhas suspeitas.

A mulher por trás da Green People tem olhar e postura firmes é muito assertiva em suas respostas e mostra segurança quanto ao que quer. Sua história de inovação começou durante uma viagem ao Havaí. Lá ela conheceu o suco prensado a frio e quis trazer essa inovação para o Brasil para consumo próprio e para vender para amigos próximos.

O que começou sem muita pretensão há 07 anos hoje se tornou um negócio que abarca em média 180 pessoas e continua em expansão pelo Brasil. Engana-se quem pensa que para inovar em alimentos precisa ser formada na área. Essa economista formada pela PUC Rio criou um negócio que é uma verdadeira revolução no setor de bebidas saudáveis em nosso país. Além de bebidas agregou valor com os snacks feitos a partir dos resíduos das frutas e agora inovou com o lançamento de suplementos veganos.

Vamos ficar atentas nas próximas inovações da Bianca e aguardar as novidades nascidas no planeta Green People para trazer uma alimentação mais saudável, sustentável e acessível aos terráqueos que estão sedentos por comida de verdade.

Ítala Lacerda, a mulher que narra a si mesma

“Sou natural do interior da Bahia, de uma cidade chamada Alagoinhas. Moro na capital de São Paulo desde 2014. Tenho 31 anos e sou Técnica Agropecuária com Habilitação em Agroindústria (IFBA Campus Catu-BA) e Tecnóloga em Alimentos pela Faculdade de Tecnologia SENAI. No início da minha carreira, ainda enquanto técnica, atuei na área de produção e controle de qualidade.

Em meados de 2015 visualizei a possibilidade de migrar para Aplicação de Aromas e me encantei pela área de Desenvolvimento de Alimentos. Com a ideia de atuar mais fortemente no setor resolvi sair em buscar de outras oportunidades. Hoje atuo como Analista de Aplicação em um dos principais distribuidores de ingredientes alimentícios e funcionais da América do Sul.  

A minha paixão pelo mundo de alimentos é renovada constantemente porque alimentos são sinônimos de união, criação de elos e veículo de impressão de valores sociais. Acredito que dentro da grande indústria de alimentos o trabalho ainda é de “formiguinha”, parafraseando Lulu Santos – a passos lentos e sem vontade, já que a decisão final ainda é norteada pela escala de lucros. Creio que o P&D deve ter como ponto crucial no briefing de um projeto o consumidor. Nós, como profissionais da indústria alimentícia, devemos combater a “demonização” da comida industrializada. Comida é alimento com o algo a mais – tem a identidade de um povo, as tradições religiosas, ideais de classe, o estabelecimento das diversas conexões humanas e nós precisamos compreender tudo isso para cumprir o papel que a sociedade espera do profissional envolvido e responsável por nutrir e promover momentos incríveis através da comida.

Anseio pela união das classes em prol de uma causa comum. Quero ver equipes multidisciplinares (cientistas, tecnólogas, engenheiras, nutricionistas, advogadas, entre outras) cada vez mais atuantes para que possamos entregar projetos versados nas expectativas do consumidor, minimizando os erros e os riscos em nossas entregas.”

Eloisa Espinosa, fundadora da E.L.Ô Connecting Food and People

“Há exatamente 3 anos atrás eu iniciava meu processo de transição de carreira. Tinha certeza de tudo o que eu não queria, mas sem a menor ideia do que gostaria ou deveria fazer. Tudo era novo pra mim e tinha acabado de experimentar novas situações boas e ruins: primeira demissão, primeiro sabático, primeiro verão inteiro com minha filha na praia e a primeira vez desempregada após 24 anos de dedicação ao mundo corporativo como executiva de P&D e Inovação.

Após consultar meu amigo e mentor Rogério Chér, eu escolhi a empresa de outplacement e fui descobrir o tal “lado de lá”. Foram meses intensos, de muito aprendizado e (re)construção de relacionamentos. Percebi que estava numa “bolha”, revi amigos, fornecedores, clientes e colegas de carreira e resgatei relações profissionais e pessoais perdidas no tempo.

Tudo isso aos poucos foi me trazendo de volta à superfície e à minha essência que sempre foi inovação em alimentos e paixão pelas pessoas. Que delícia! Achei que seria difícil enumerar as minhas realizações profissionais, mas tive muita ajuda para isso.

Enfim, sou testemunha viva do famoso “Procurava um emprego e acabei encontrando um trabalho”. Tudo fluiu de forma natural, deixei as coisas acontecerem sem pressa em pleno 2018, que foi um ano freado por greve, copa do mundo, eleição presidencial. Não me fixei em planos A, B ou C. Não demorou muito para eu receber o primeiro telefonema que me despertaria para um novo olhar sobre o futuro! Dia 04/02/19 saiu meu CNPJ e agora sou empresária! Fundei a E.L.Ô Connecting Food and People, onde atua ajudando empresas de alimentos a desenvolver seus negócios através da gestão de P&D, Inovação e Talento Humano (treinamentos).

Me reinventei e minha maior motivação foi a oportunidade de finalmente viver o tão sonhado equilíbrio entre vida pessoal e profissional.  Estou fazendo o que amo, mas longe dos jogos de poder que desgastaram minha vida executiva. Por outro lado, estou em êxtase com a variedade de contatos e projetos que me permitem aprender todos os dias de forma intensa e real. Eu ainda escolho com quem vou trabalhar e assim troco todo o estresse por tensão produtiva!”

Mulheres, essas histórias nos mostram o que é inovar. Você pode inovar com seu CNPJ, como CLT, autônoma, freelas. Não há regras. A única regra é jamais pensar dentro da caixa. Jogue a caixa fora e se abra para o mundo de possibilidades que está a sua disposição.

Fique atenta no Sra. Inovadeira pois temos mais 3 textinhos na Série Elas para você se inspirar na sua carreira em P&D de alimentos.

A nossa Formação em Gestão de P&D está com as inscrições abertas! Uma trilha de cursos para você assumir um cargo de Gestão de P&D, com módulos que vão explorar a criatividade, organização, processos, visão sistêmica e liderança.

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