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COMO DESENVOLVER A SUA PRIMEIRA FORMULAÇÃO DE ALIMENTOS

Estava lá você, recém-formado ou recém transferido para a área de P&D. Um ser supremo olha dentro dos seus olhos e diz:

– Quero que você desenvolva um novo requeijão.

Você, incauto leitor ou incauta leitora, que somente tinha passado requeijão no pão – ou comido no recheio da coxinha (palavra da moda) – se vê frente ao desafio de criar uma formulação do zero.

É a hora da verdade. Não tem professor, mãe, colega de faculdade para quem correr. É você, seu conhecimento e experiência. Nessa hora, respire fundo. Não se desespere. E siga o passo a passo da Sra Inovadeira:

 

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O que é mais importante do que uma formulação: que você crie, o mais rápido possível, seu primeiro protótipo.

Quando você criar este protótipo, terá seu ponto de partida. Poderá sentir – com as mãos, a boca, o nariz – onde errou. E poderá refazer o curso, rapidamente.

Minha mensagem aqui é: não se preocupe muito com a formulação. Pelo menos, com a primeira formulação. Rascunhe algo, já pese os ingredientes e produza o seu produto, mesmo que seja numa bancada de cozinha.

 

A Formulação de Alimentos não é a parte mais importante

É, eu falei isso mesmo.

A visão das práticas industriais até aqui está mudando. Há quem pense ainda que uma fórmula deva ser guardada a sete-chaves, e que ela é o grande coração da operação de uma empresa.

Isso talvez ainda seja verdade para a Coca-Cola – mas o sucesso de várias “tubaínas” coloca por terra essa grande vantagem. Uma fórmula é algo importante, mas é só isso: uma fórmula.

Ela não é o segredo de sucesso.

Uma fórmula não cria relações competitivas com fornecedores e clientes. Uma fórmula não tem ganhos de escala. Uma fórmula apenas não permite o acesso a um novo mercado.

Mesmo uma fórmula inovadora não garante inovação. Num mundo que beira à saturação em algumas categorias, a inovação vai muito além da formulação: está em um serviço aliado ao produto, na integração com a embalagem, no atendimento de um requisito não-expresso pelo usuário, entre outros.

Há quem diga que o futuro da indústria de alimentos passa por um abandono completo da visão “caixa-preta”, para uma visão de transparência. Em breve, em prol da segurança de alimentos e do correto atendimento das inúmeras intolerâncias, alergias, filosofias e crenças do público consumidor, a indústria terá a missão de se escancarar: dizer exatamente qual, quanto e de quem compra cada ingrediente que carrega nas suas formulações.

Não, eu não estou louca. É só você enxergar a tendência por trás das modernizações das legislações ao redor do mundo – todas exigindo cada vez mais informações na embalagem dos alimentos (inclusive aqui, no Brasil).

Ou então, da tendência mundial em prol de mais abertura por parte da indústria de alimentos (e isso saiu na Fortune).

 

Ok, mas sem formulação eu não tenho um alimento

Sim, para um produto alimentício processado você precisa de uma formulação. Então, vá lá, crie-a, tire-a do papel e deguste-a.

A chave está em errar o mais rápido possível (você viu a entrevista com o Igor de Oliveira a respeito de Inovação, não é?).

Estou apenas lhe dizendo uma coisa: em breve, formulações de produtos mais simples estarão disponíveis, para quem quiser pegar. Talvez, até gratuitamente.

O que mudará o jogo será o foco no processo de inovação. Nesse sim, você deveria apostar as suas fichas.

Se as suas práticas de Pesquisa e Desenvolvimento não mudaram radicalmente nos últimos 5 anos, é hora de rever seus métodos. O mundo de P&D está passando por uma revolução conceitual que começou com a indústria do Vale do Silício e agora se espalha pelas demais categorias.

Alimentos, contudo, parecem ser a categoria mais relutante em absorver a nova disciplina mundial para desenvolvimento de produtos: o design thinking.

 

Talvez esta não seja a sua hora: afinal, você precisa apenas de uma formulação de alimento agora, não?

Então usa o modelo acima e, se tiver dúvidas, me chama que eu te ajudo, se estiver ao meu alcance.

 

Mas deixo aí a pulguinha atrás da sua orelha. Tem coisas bem excitantes acontecendo no mundo da inovação.

O que vai ser de você quando a formulação não importar mais?

 

Acha que está fazendo um bom trabalho em inovação? Conta aqui para a tia como você enxerga a sua empresa daqui há 5 anos.

Sobre Cristina Leonhardt

Eu quero que você alcance todo o potencial de inovação que existe dentro da sua empresa de alimentos. Se conseguirmos criar um produto diferenciado, não teremos mais consumidores. Teremos uma legião de fãs. Quer me conhecer melhor - pode me adicionar no Linkedin: www.linkedin.com/in/cristina-leonhardt/
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