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FOOD FINDER NA LUTA CONTRA O DESPERDÍCIO DE ALIMENTOS PROCESSADOS

Ainda hoje vivemos uma realidade de que um terço de toda a comida produzida no mundo vira lixo. Nesse mesmo mundo em que ainda existem pessoas morrendo de fome, essa comida/lixo usa dos nossos recursos naturais e compromete todo o sistema. E mal sabemos que esse lixo tem um custo, para nós, consumidores, e para o planeta.

As irmãs Grace e Gillian tinham como desafio reconstruirem-se dos próprios tombos, porém dessa vez pensaram em ter um negócio que fosse uma solução para humanidade. Nessa nova vibe, elas fundaram a Food Finder, que tem como propósito combater o desperdício no mundo e gerar valor para toda a cadeia envolvida.

Acompanhem essa inspiradora entrevista com a Food Finder, que me encheu de orgulho e esperança de ver um mundo melhor.
 


 

FOOD FINDER


Entrevista com Gillian Alonso, CEO da Food Finder®, startup de matchmaking B2B e economia circular na indústria de alimentos.
 
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Conte-nos um pouco sobre a história pessoal dos fundadores: quem são vocês e como chegaram aqui?

Minha sócia fundadora é a Grace Alonso Arruda, psicóloga, publicitária e minha irmã. No momento, ela atua como missionária em desenvolvimento social e lançou o desafio para mim, que já fui empresária, quebrei e fui contratada para ser o CEO da Food Finder.

O desafio foi criar uma solução capaz de diminuir o desperdício de alimentos e, ao mesmo tempo, aumentar o acesso das populações menos favorecidas à alimentação. No início, pensamos em levantar doações dos alimentos que seriam descartados. Esse projeto foi inclusive premiado em concurso internacional.

Entretanto, logo percebemos que o modelo não se sustentaria, sob o ponto de vista econômico. Dessa forma, iniciamos uma jornada bem trabalhosa de identificar possíveis empresas interessadas em vender produtos próximos à data de vencimento para consumo e também aquelas que gostariam de adquiri-los, já que as especificidades do mercado de alimentos é muito grande.

 

Quando e como a empresa nasceu?

A Food Finder nasceu em meados de 2016, quando participamos de um programa de pré-aceleração na OCEAN Samsung, em convênio com a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. Entrevistamos vários prováveis clientes e parceiros, até descobrirmos qual o segmento que mais se beneficiaria da nossa proposta de negócios. Depois disso, aprimoramos nosso conhecimento no programa Inovativa Brasil e finalmente validamos a solução no final do ano passado, com o apoio da Escola de Negócios do SEBRAE.

 

Qual o grande sonho e propósito da empresa?

Queremos que muitas toneladas de alimentos sejam poupadas do descarte. Nosso propósito é garantir que todos os elos envolvidos na cadeia se beneficiem. O fornecedor, que aumenta sua receita e reduz gastos com descarte; o comprador que reduz seu custo com matéria prima e o terceiro setor, que poderá receber doações por nosso intermédio, quando for o caso. Além, é claro, de preservar o meio ambiente.
 
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Como é trabalhar com projetos inovadores disruptivos na prática? Que desafios e surpresas vocês encontraram no caminho?

Acredito que nosso maior desafio é poder contar com programadores de sistemas que se interessem em abraçar a causa. Tivemos muita sorte em conseguir isso, mas essa queixa é bem comum entre os empreendedores com quem conversamos.  No momento, buscamos ampliar nossa equipe de desenvolvedores, para estarmos preparados para a escalabilidade que planejamos .
 
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Por que vocês consideram que a sua solução é única no mercado em que atuam? O que fez vocês acreditarem nela e colocarem a empresa em prática?

Na verdade, o negócio não é um total desconhecido. No nosso caso, porém, temos um foco bem específico, o que nos diferencia. Somos uma empresa direcionada exclusivamente ao modelo B2B; trabalhamos com uma seleção de alimentos industrializados e atuamos no segmento de grandes consumidores. Nossa rede de relacionamento nos coloca em grande vantagem em relação a possíveis concorrentes.

Qual é o conhecimento importante para o negócio que você não tinha antes de fundar a empresa? Como conseguiu trazer esta expertise para o negócio?

No caso da fundadora, Grace, ela conhece bem as demandas sociais que motivaram a criação da Food Finder. Em seu expertise, ela associou três área do conhecimento: a publicidade (foi a responsável pela comunicação da empresa), a psicologia e o desenvolvimento comunitário. Já eu sou nutricionista, mestre e doutora pela USP e atuo como consultora, professora universitária, diretora acadêmica e autora de publicações da área. Recentemente, agregamos uma administradora de empresas, certificada SAP e especialista em gestão de projetos, além de uma gestora de marketing e desenvolvedora de negócios.

Apesar de todo esse background, o conhecimento da metodologia Lean Startup foi decisivo para estarmos alinhados com o que há de mais moderno em negócios de base tecnológica.

 

O capital para iniciar a startup foi próprio ou de investidores?

A Food Finder foi criada com recurso limitado e próprio, apesar de ser robusta e estar preparada para expansão de seu escopo. No momento, a empresa se mantém de forma orgânica com seus próprios resultados. Isso não quer dizer que não estejamos abertos a avaliar propostas de investimentos. Contudo, somos essencialmente uma “bootstraper”.

 

De que forma vocês incluem o consumidor nos desenvolvimentos de novos produtos? Vocês trabalham com co-criação? Tem exemplos para citar de projetos em que o consumidor esteve envolvido?

A identificação do perfil consumidor é de fundamental importância na construção de uma solução tecnológica. Buscamos constantemente conhecer o que o cliente pensa, fala, ouve, sente e deseja. Mas, o mais contundente é saber quais são as suas dores e como ele lida com esses problemas.

Fizemos centenas de entrevistas com donos de restaurantes dos vários segmentos, gestores de supermercados, CEOs de indústrias de alimentos e até mesmo os cozinheiros foram entrevistados. Dessa maneira, descobrimos o que o comprador procura e isso possibilita a busca pelos produtos certos, com os maiores descontos.

 

Inovar é um risco, empreender é um risco, o que fez você ter coragem em ir para o mercado com a sua solução?

Minha irmã sempre foi empresária e eu também, o que nos trouxe uma vantagem competitiva em relação aos que se aventuram. No meu caso especificamente, não havia outra solução, a não ser levantar do tombo e me reinventar, já que quebrei uma vez, como disse anteriormente. A certeza, porém, de que a Food Finder é uma solução necessária à humanidade, nos motiva a acreditar que seremos em breve a maior referência nacional em economia circular na indústria de alimentos.

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Quais foram os seus principais aprendizados até agora?

É difícil dizer, pois foram muitos. Mas destaco aqui quatro deles que norteiam a Food Finder em sua trajetória:

  • Seja humilde.
  • Não acredite em tudo o que se apresenta, sem antes verificar os fatos com maior precisão e sob vários ângulos.
  • Não desista no primeiro “não” recebido.
  • Tudo o que planejar e fizer deverá ter como alvo a satisfação do seu cliente.

Estamos mapeando a inovação de alimentos realizada por empreendedoras e empreendedores visionários no mundo todo. Negócios que buscam novas relações com a comida, com o usuário, com a natureza e com o dinheiro serão capazes de mudar também o que o público pensa da indústria de alimentos.

Tem um negócio criativo em alimentos que merece estar aqui? Nós queremos lhe conhecer! Entre em contato conosco.

Sobre Luciana Monteiro

"Acredito que podemos fazer melhor do que fazemos, quando colocamos as pessoas no foco de nosso desenvolvimento." Luciana é Engenheira de alimentos e Mestre em Tecnologia de Alimentos (com ênfase em Óleos e Gorduras), e tem mais de 10 anos de experiência na área aplicações e desenvolvimento de novos produtos. Já trabalhou nas categorias de gorduras, emulsificantes, aromas, confectionery, chocolates e recheios e passou (a trabalho ou estudo) por países como México, Estados Unidos, Itália, França, Alemanha e Índia.
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