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INICIATIVA 3 – DIALOGUE COM O USUÁRIO DA SUA EMPRESA

Nós iniciamos aqui uma série com o tema “Como Estimular a sua Empresa a ser mais Inovadora”. Serão 15+ posts, lives, webinars para trazer as visionários e visionárias as ferramentas necessárias para fazerem esta roda girar.

As instruções de uso desta série estão no primeiro post, que também traz a razão pela qual resolvi meter o pé na porta começar este esforço (dica: tem a ver com o Muro das Lamentações).

Forme a sua Célula de Inovação e venha conosco nesta jornada.

Nesta semana, uma iniciativa bem simples – e razoavelmente complexa – que eu gostaria que Célula testasse. Vamos dialogar com o usuário da sua empresa?


INICIATIVA 3: DIALOGUE COM OS USUÁRIOS DA SUA EMPRESA!

Você pode encontrar usuários da sua empresa de diversas formas. como tornar a sua empresa mais inovadora Há empresas que oferecem este serviço, mas você também pode começar de forma bem simples, se inserindo nos grupos e ouvindo o que as pessoas que consomem o seu produto têm para falar.

É um processo de aprendizado a capacidade de saber ouvir, sem julgamentos e com radar atento às oportunidades. Resista à tentação da catequese.

Na tal reunião com os senhores grisalhos, houve uma sugestão: chamar as nutricionais no próximo encontro, para elas finalmente entenderem que os alimentos processados não são o problema. Elas “com certeza” pararão de demonizar nossos pobres produtos, e com isso nós todos poderemos dormir mais felizes.

Só que não.

Ao contrário, os senhores grisalhos poderiam chamar as nutricionais e ouvir. Quem sabe, escutar também.
E seguir o exemplo da Mondelez, reconhecendo que o consumidor está mudando e assim deve seguir a mudança dos produtos que a indústria oferece. Para um caso mais próximo, podem também seguir o exemplo da Santa Helena, que se reinventa, se preparando para o futuro-presente que vem por aí.

Encontre uma forma de escutar os usuários da sua empresa, com empatia e curiosidade. Encontre uma forma de entender as suas necessidades, requerimentos, os seus problemas que ainda não foram resolvidos.
Não faz sentido reclamar que o mercado consumidor mudou, e seguir fazendo a mesma coisa. A era em que a indústria era o propulsor do consumo já passou (há uns 50 anos). Está na hora de entender quem é esse usuário para quem gostaríamos de vender – e atende-lo.

(Ah, e para os visionários B2B entre nós – não se esqueçam que vocês têm múltiplos usuários. Alguém decide pela compra do seu produto, alguém usa o seu produto, alguém recebe o seu produto, alguém come o seu produto.

É, tem que escutar todos.)

Ações sugeridas para a sua Célula de Inovação nesta semana:

Lembrem-se: qualquer esforço de aproximação é melhor do que nenhum esforço. Podemos imaginar facilmente projetos gigantescos usando muitos dinheiros, porém é provável que, nesta terceira semana da Iniciativa Liderando a Inovação,vocês ainda não tenham verbas.

Então, comecemos com o que podemos fazer com as próprias mãos.

  1. Vocês podem começar atendendo ao SAC por um período – coisa que já temos como exemplo na Dauper, em Canela, RS, e que também é uma das sugestões do nosso ebook sobre transparência em alimentos. Contanto direto com o consumidor que está tirando dúvidas vai começar a lhe abrir os olhos e ouvidos para os significados que os produtos que vocês produzem têm para ele. Definam o período conforme o tamanho do grupo e também a disponibilidade de cada um – mas o ideal é que não seja menor do que 1 dia por membro. Atender duas ou três ligações é muito pouco para fazer algum efeito
  2. Vocês também podem seguir as recomendações deste post e “stalkear” o usuário em frente à gôndola do produto. Anotem tudo – o que ele viu, se ele pegou o produto na mão, qual marca escolheu, se hesitou ou foi confiante. Se possível, tente falar com ele ou ela após a observação. Só, por favor: não sejam aterrorizantes.
  3. Vocês podem entrar nos grupos de Facebook ou fóruns relacionados à sua categoria. Tem opções de todos os tipos: quem debate comida vegana, vegetariana, allergen-free, chocolate, infantil, para idosos, e assim por diante. Se o grupo não existe, que tal criá-lo? É gratuito e vocês podem promover um debate saudável com os usuários interessados.

O importante aqui é usar MUITA EMPATIA (e entender o que é empatia de verdade) para traduzir as informações que coletarem em insights. O que será que o consumidor quer? Pergunta de 1 milhão de dólares: está bem na sua frente, mas você não vê.

Ou, prefere não ver.

Após 1 semana de coleta, vamos analisar os resultados: o que o nosso usuário está nos dizendo? Que sinais mais e menos gritantes estamos recebendo diretamente dele?

Reúnam-se novamente na terça que vem e debatam: o que esta semana  de contato nos disse sobre o usuário? Que valores ele tem?


Agora é a sua vez, visionários e visionárias! Contem para mim: quais ações de aproximação ao usuário vocês têm feito na empresa?

Contem para mim nos comentários.

E até semana que vem, quando vamos falar sobre estar aberto ao novo!

😉

 


 

A forma mais completa e profunda de se aproximar do usuário é a Pesquisa Etnográfica: metodologia que vem da Antropologia e Psicologia, e é usada há anos para entender a cultura dos diferentes povos ao redor do mundo. Mais recentemente, a Pesquisa Etnográfica vem sendo usada para alimentar os processos de Design Thinking, pois ela é uma das ferramentas mais adequadas para entender o usuário – e depois centrar o processo de desenvolvimento de produtos e serviços ao seu redor.

Quem trabalha com Design Thinking, normalmente emprega um ou outro método derivado da Etnografia, porém às vezes sem entender mais profundamente os seus impactos e cuidados – o que pode levar à um resultado superficial e, por vezes, não adequado aos usuários da empresa.

A Tacta Food School está trazendo ao Brasil a Consultora e Pesquisadora do assunto Sandra Mian, que nos ensinará os métodos que ela mesma emprega na Pesquisa Etnográfica de alimentos e produtos relacionados para empresas do Canadá, Brasil e México. (Você já conheceu a Sandra aqui!)

Através de exercícios práticos, os participantes vão estar capacitados para começar a criar projetos de pesquisa qualitativa aplicada, trabalhar no guia das entrevistas, fazer entrevistas etnográficas, coletar dados de maneira formal e válida, bem como utilizar esses dados nos processos de geração de insights, ideação e validação de conceitos.

O Ethnovation – Pesquisa Etnográfica em Food Design acontece em Campinas, SP, nos dias 11 a 15 de setembro de 2017, das 8h30 às 17h30.

Para ver a programação completa e formas de inscrição, acesse esta página

Sobre Cristina Leonhardt

Eu quero que você alcance todo o potencial de inovação que existe dentro da sua empresa de alimentos. Se conseguirmos criar um produto diferenciado, não teremos mais consumidores. Teremos uma legião de fãs. Quer me conhecer melhor - pode me adicionar no Linkedin: www.linkedin.com/in/cristina-leonhardt/
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