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E PRECISA SER GRANDE PARA FAZER INOVAÇÃO EM ALIMENTOS?

Algumas empresas maiores têm times de inovação.

Equipes globais para recomendar o desenvolvimento deste ou daquele produto ou linha de produtos. Sistemas complexos para ideação, aprovação, geração de conceito, monitoramento de cada etapa do desenvolvimento e o escambau.

Relatórios coloridos cheios de gráficos que explicam para a Diretoria o que o P&D está fazendo.

Cada empresa chama isso de um jeito, e tem até empresa especializada vendendo este tipo de esquema de Pesquisa e Desenvolvimento para as outras. Você lê as páginas da internet a respeito e chega a suspirar de tão lindo que é este mundo de P&D das grandes, tão organizado e cheio de pequenas etapas que vão dizendo à equipe que ela está indo – ou não – ao caminho certo.

No final das contas, todo mundo quer saber de antemão se está tomando o rumo certo no desenvolvimento de um produto, não?

Pode parecer um mundo lindo e maravilhoso, apenas acessível aos grandes, e impossível de ser alcançado pelos pequenos. Pode parecer que as pequenas e médias empresas estão fadadas a produzir seus produtos como sempre, sem pesquisa, inovação, sem desenvolvimento.

Pode parecer que o processo é importante.

Mas vou te contar um segredo. Talvez não tão segredo assim, mas vou te contar uma particularidade do mercado.

Se tudo isso fosse realmente verdade, não teríamos pequenas empresas roubando a cena o tempo todo.

 

TEM EMPRESA PEQUENA FAZENDO BONITO NO MERCADO

Ou você não ouviu falar dos sucos Do Bem?

Olha o que acontece quando uma empresa lança um produto bacana: o consumidor corre para falar AO MUNDO o que encontrou. Ela cria DEFENSORES e FÃS ARDOROSOS, como um time de futebol.

Quer um exemplo? Veja este post aqui. Esta é a era da transparência – a Lia Caldas do Projeto Lia Caldas 4.0 pode (ou não) ter ganhado uma grana para fazer esta reportagem. Só ela sabe.

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Digamos que tenha sido um post patrocinado. Eles existem. Mesmo assim, ela não se fez de rogada.

Falou bem do que gostou e detonou as versões do suco de que não gostou.

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A Do Bem deveria pedir uma retratação? Chamar a consumidora para uma conversa séria, num canto? Chamar seu time de advogados?

Claro que não.

Quem briga com quem fala mal de si é criança de 7 anos na escola. Ou bar acusado de machismo na Internet. Ou shopping que diz que a mãe não foi barrada de amamentar pelo seu segurança.

Empresa madura ESCUTA o seu consumidor.

Usa as informações dos que gostam – e dos que não gostam – dos seus produtos, para melhorá-los. Para tirá-los da linha. Ou para criar novos produtos. Não necessariamente nesta ordem.

 

OS GRANDES TAMBÉM ERRAM. FEIO.

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Se toda essa estrutura de P&D e Marketing fosse realmente importante, a Coca-Cola não teria lançado uma bebida chamada “Limão & Nada”, em cujo próprio rótulo admitia que tinha muito mais coisa do que limão no tal suco.

Lembro-me claramente de ver a linha na gôndola. Achar bacana. Afinal, a gigante Coca-Cola entrando na tendência do clean-label (rótulo limpo) é uma afirmação de que esta tendência não é mais só tendência.

Lembro-me de olhar a lista de ingredientes.

E NUNCA COMPRAR.

Não importa que a lista de ingredientes realmente trouxesse os ingredientes presentes.

A Coca-Cola errou feio quando pensou que o consumidor entraria na onda, da mesma forma como entrou há 50 anos atrás e começou a beber uma bebida escura, carbonatada, feita sabe-se lá de quê, parecida com nada com que o consumidor tivesse tido contato até então.

Estamos na era da TRANSPARÊNCIA, baby. Eu quero receber o que eu compro.

Limão & Nada? Por favor.

Água, até ok. Mas açúcar não é nada? A linha saiu do ar em 2013.

 

USE OS SEUS TRUNFOS

O que uma empresa pequena ou média tem, que a grande não tem?

Já pensou sobre o assunto?

Os grandes têm acesso à financiamento mais barato, possuem redes interligadas no mundo todo, podem compras em grandes volumes, estão sempre na mira das empresas de tecnologia para demonstrações e testes gratuitos dos novos equipamentos disponíveis.

Ser grande é muito bom, e é o sonho de boa parte das pequenas e médias empresas.

Porém já pensou no que você tem que os grandes não têm? (Ou, sejamos justos, a imensa maioria esmagadora não tem. Surgirá um leitor para dizer que a grande empresa XPTO tem.)

A empresa pequena e média – esperta – tem flexibilidade.

Este é o seu trunfo. E não é qualquer trunfo, caro e cara colega.

Vamos dizer que o seu processo de P&D usa aquele método lá do princípio. Vamos dizer que a sua empresa se encantou com um pacote desses aí e o implantou, agora vocês tem um Comitê de Novos Produtos e ele aprova cada passa que o projeto dá.

Que maravilha, não? Há sempre um grupo de conselheiros para te guiar no caminho. Bacana.

Opa! Se o projeto dá um passo tem que ir para o Comitê? Isso mesmo.

Já pensou de quanto em quanto tempo esse comitê se reúne? E quando inventam uma outra reunião de última hora? E quando o pessoal sai de férias?

Faz o quê?

Processo é bom, organiza, ajuda a clarear a mente. Processo é bom para trabalhar no que é foco, não esquecer de projetos anteriores, promover a melhoria contínua.

Há inúmeras evidências que um processo bem estabelecido melhora o desempenho de P&D.

Contudo, processo também pode engessar. Reduzir a velocidade. Tirar flexibilidade.

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Há que se encontrar um meio termo – e a empresa esperta sabe quando incomoda. Quando sentir que algo está lento demais, repensa. Enxuga. Não deixa ir adiante.

Independentemente do tamanho da sua empresa: use seus trunfos.

Se você trabalha numa empresa grande, use os recursos à disposição. Coloque esta máquina para girar, faça todos os contatos que puder para ajudar a este produto sair do forno. Coloque os equipamentos da planta-piloto para rodar, o máximo possível. Faça testes com o consumidor.

Se você trabalha numa empresa pequena, aproxime-se do pessoal de Vendas. Vá ao supermercado. Conheça o consumidor. Faça o protótipo do seu produto o mais rápido possível e mostre ao público. Corrija o curso assim que aparecerem os primeiros problemas e siga velozmente neste caminho.

Não precisa ser grande para fazer inovação – inclusive, há estudos que indicam que os grandes, de fato, não são nada inovadores. São mais incrementais do que inovadores.

Então, não se melindre.

Eu sei que das suas mãos sairá o produto que vai mudar o mercado.

 

Ps.: O cartoon usado neste post é obra do Tom Fishburne, autor do site The Marketoonist. Ele tem uma visão muito real sobre todas essas questões de marketing, inovação, mundo corporativo e por aí vai. Passa lá!

Sobre Cristina Leonhardt

Eu quero que você alcance todo o potencial de inovação que existe dentro da sua empresa de alimentos. Se conseguirmos criar um produto diferenciado, não teremos mais consumidores. Teremos uma legião de fãs. Quer me conhecer melhor - pode me adicionar no Linkedin: www.linkedin.com/in/cristina-leonhardt/
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